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05/10/2020 às 13h11min - Atualizada em 05/10/2020 às 13h11min

Consequências do álcool na sociedade

Alcoolismo e suas Consequências na Vida Social

Portal de Recuperação
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O consumo de álcool está ligado a diversas consequências para o indivíduo e na sociedade que o consome, para aqueles que estão à sua volta e para a sociedade como um todo.

Consequências como acidentes de trânsito, problemas no trabalho e com a família e violência interpessoal têm sido o foco de interesse e de atenção pública e de estudos científicos nos últimos anos, indicando um interesse crescente na elaboração de um conceito mais amplo do fenômeno.

O impacto que o uso de álcool estabelece nas redes sociais como um todo é fruto tanto do prejuízo que essa temática causa na produtividade econômica quanto da atenção e dos recursos gastos pela justiça criminal, pelo sistema de saúde e por outras instituições sociais.

 

O álcool é uma substância que produz diversos efeitos no cérebro, sendo alguns relacionados à regulação do sono. O uso crônico de álcool promove o aumento da sinalização do neurotransmissor GABA (sigla para ácido gama-aminobutírico) e prejudica a sinalização do neurotransmissor acetilcolina.

Logo após esse consumo, o sistema nervoso entra em um estado de “hiperexcitação”, acompanhado de sintomas de ansiedade, risco de convulsões e insônia.

Os efeitos que os transtornos por uso de álcool (como abuso e dependência) podem causar no sono variam conforme a intensidade de consumo e o estado em que se encontra: intoxicação, privação aguda ou abstinência extensa. Um conjunto de estudos, analisados por Reid-Varley e colaboradores1, aponta diferentes interações entre álcool e sono em cada um desses períodos.

Portanto, fica claro que o uso de álcool está associado à diversas consequências sociais. Faz-se, assim, necessário a realização de mais estudos sobre essa questão a fim de que se possa medir as suas consequências de maneira mais significativa.

Os danos do álcool à família podem vir de diversas formas, seja pela saúde física e mental de seus membros, seja pela saúde financeira do lar.

O consumo de álcool durante a gravidez pode resultar em complicações para a saúde da criança, como a Síndrome Fetal Alcoólica. Ademais, o uso dessa substância pelos pais também está associado ao abuso de crianças e às repercussões negativas para o universo social, psicológico e econômico do infante.

O dinheiro gasto com álcool pode desfalcar o orçamento doméstico de um lar carente de recursos financeiros, deixando seus membros à mercê de intercorrências e suscetibilidades.

 

No senso comum, a expressão “beber socialmente” frequentemente é usada como sinônimo de beber pouco ou moderadamente. Por outro lado, a expressão “afogar as mágoas” geralmente indica o consumo solitário e exagerado de álcool. Em qual contexto bebemos mais? Na companhia de outras pessoas ou quando estamos sozinhos?

A associação entre o beber moderado e contextos sociais está bastante consolidada na literatura. No entanto, uma pesquisa mostrou que, mesmo na ausência dos efeitos químicos do álcool, beber com os amigos e em ambientes de consumo pode ser suficiente para beber mais¹. Isto sugere que nem sempre beber em um ambiente social é garantia de que o consumo seja moderado.

Dado que os dependentes alcoólicos estão expostos a esse tipo de conteúdo nas mídias sociais, seja por meio das marcas de bebida ou por meio dos pares, políticas públicas e campanhas educativas que procurem entender o lugar do álcool no contexto da sociabilidade dos jovens e atuem no sentido de dirimir essa presença mostram-se fundamentais.

Pesquisadores sugerem que as próprias redes sociais podem ser utilizadas para identificar e desafiar as construções sociais sobre o consumo de álcool entre os jovens e idosos, por meio de sua apropriação como canal de informações confiáveis sobre saúde e meio de comunicação de mensagens de prevenção.

Por isso se o alcoolismo se tornou um problema incontrolavél procure uma clínica de recuperação especializada em nosso Portal de Noticias.
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