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12/10/2020 às 10h18min - Atualizada em 12/10/2020 às 10h18min

O que a OMS recomenda no tratamento de alcoólatras?

Alcoolismo segundo órgãos competentes

Portal de Recuperação - Fernando
portalderecuperacao.com.br/
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Muito se fala a respeito de terapias para recuperar pacientes dependentes de bebidas alcoólicas. Mas você sabe o que a maior autoridade no assunto, a OMS, recomenda no tratamento de alcoólatras?

De acordo com a folha informativa da OPAS, a Organização Pan-Americana de Saúde, representante da Organização Mundial da Saúde no Brasil, o uso abusivo de álcool é o principal fator de risco para mais de 200 lesões e doenças. Ele pode causar a incapacidade do indivíduo e até mesmo a morte.

Além disso, há uma relação íntima entre a dependência alcoólica e uma série de transtornos comportamentais e mentais. Não é à toa que a pessoa que bebe fica mais suscetível até mesmo à transmissão de outras enfermidades, como as DSTs por exemplo.

Embora o consumo de bebidas seja amplamente utilizado nas mais diversas culturas ao redor do mundo há muitos séculos, essa é uma substância psicoativa com propriedades maléficas para o bem estar e que, obviamente, causam dependência. Isso pode ocasionar ônus inclusive econômico e social para toda a sociedade.

Por isso, a OMS recomenda que as pessoas e suas lideranças estejam atentas aos padrões de consumo em cada região. Além de realizar campanhas de prevenção e tratamento do alcoolismo de maneira ampla e gratuita à toda população.

No entanto, sabemos que essas orientações não são seguidas à risca pelos governos. Justamente por isso, principalmente no Brasil, as clínicas particulares têm suprido a demanda de leitos que o sistema de saúde deveria oferecer, mas não entrega em números compatíveis com a realidade.


 

Recomendações da OMS no tratamento de alcoólatras

As recomendações da OMS se dão principalmente no âmbito da prevenção do alcoolismo. A entidade vem há anos orientando os desenvolvedores de políticas públicas para que tratem o consumo de álcool e de outras drogas como uma questão de saúde e não no aspecto criminal.

Dentre as estratégias indicadas estão a regularização na comercialização de bebidas, a restrição da disponibilidade de álcool, o uso de mecanismos de tributação e preços, além da sensibilização do público para os efeitos nocivos do seu consumo.

Na questão do tratamento, a organização orienta que haja o fornecimento de terapias acessíveis ou gratuitas. Elas devem ser implementadas em programas de saúde e intervenção bem estruturados de acordo com cada realidade. No entanto, o tempo de internação dos pacientes deve ser breve e muito bem aproveitado para que seja realmente efetivo.

Os esforços da equipe envolvida devem ser concentrados na redução do uso nocivo do álcool e no compromisso do paciente com a abstinência. Além disso, o tratamento precisa ser embasado em metodologias cientificamente comprovadas.

Outro elemento fundamental nas orientações da Organização Mundial da Saúde é o amparo de uma equipe multidisciplinar. Já que a doença é complexa e envolve inúmeros aspectos, sejam eles físicos, sociais, emocionais, psicológicos, entre outros, é preciso que diferentes áreas se unam na intervenção.

Uma abordagem mais ampla é muito mais inteligente e gera resultados mais significativos. Isso evita, inclusive, a necessidade de uma nova internação, pois o indivíduo consegue manter-se sóbrio por mais tempo ou até mesmo de forma definitiva.

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